Lighthouse 2

i am a lighthouse
in a desert and i stand alone
i dream of an ocean that was here a long time ago
and i remember his cool waters and i still glow

LIGHTHOUSE
(Antje Duvekot/ Kate Klim)

you, you’re not the first to ask
and probably not the last
and i don’t expect you to understand

why i stayed upon this rock
after the birds had gone
and all of the waves turned to sand

i am a lighthouse
in a desert and i stand alone
i dream of an ocean that was here a long time ago
and i remember his cool waters and i still glow

these days, the sunlight has bleached my paint
and the moonlight has made it plain
that nobody needs me to call them home

but i swear there was a time when i
would shine for him through the night
and he was the only ocean that i have known

i am a lighthouse
in a desert and i stand alone
i dream of an ocean that was here a long time ago
and i remember his cool waters and i still glow

now my lantern bears a crack
and i know he will not be back
but i will leave the light on forever

i am a lighthouse
in a desert and i stand alone
i dream of an ocean that was here a long time ago
and i remember his cool waters and i still glow

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Entitlement

Apesar de não ser meu, subscrevo. São excertos recortados livremente por mim de um texto do Seth Godin.

«Entitlement is the joy killer. When you receive something you feel entitled to, something expected, that you believe you’ve earned, it’s not worth much. And when you don’t receive it, you’re furious. After all, it’s yours. Already yours.

The entitled yet frightened voice says, “What’s the point of contributing if those people aren’t going to appreciate it sufficiently?”

The universe, it turns out, owes each of us very little indeed. Hard work and the dangerous commitment to doing something that matters doesn’t get us a guaranteed wheelbarrow of prizes… but what it does do is help us understand our worth. That worth, over time, can become an obligation, the chance to do our best work and to contribute to communities we care about.
When the work is worth it, make more of it, because you can, and because you’re generous enough to share it.»

entitlement

Das curvas apertadas

É impressionante ver como, a propósito da situação actual da Grécia, de repente todos são especialistas em história grega, história da união europeia, economia europeia, tratados europeus, política económica, política financeira e demais temas necessários para poder entender o que se está a passar. Mais impressionante é observar a curva apertada que têm que fazer aqueles que sempre foram contra a união europeia, criticaram tudo o que se fez, e que agora são os máximos defensores do respeito pelos tratados e da própria instituição contra a qual dedicam os seus esforços políticos e sociais. Não entendo nada. Mesmo. Ou talvez entenda. Não sei. Vou reunir com o meugrupo para ver o que decido. 😮

Da estranheza dos dias

Somos capazes de viver com um espinho cravado como se nada fosse. Passa de dor a estranheza. E, lá diz o povo, estranha-se e depois entranha-se… bem, neste caso é ao contrário. Há qualquer coisa que transforma os nossos dias em estranheza; estamos bem, mas há um não sei quê a incomodar. Reconhecemos no quotidiano a possibilidade de muito mais alegria, essa alegria profunda, estável, mas há algo estranho que permite uma incompletude permanente. Diríamos que, antropologicamente, o ser humano é um ser em tensão permanente – ainda bem, digo eu. É esta tensão que nos faz avançar, nos faz procurar, nos faz sair de onde estamos e encontrar outros lugares novos. Com risco, claro que sim; podemos partir a cara, podemos enganar-nos, podemos ficar pior do que estávamos antes. Mas avançar tem destas coisas. Não é sempre em linha recta e não é sempre ascendente; muitas vezes avançar é descer e curvar, é andar para trás.

Da insegurança

Sempre que somos desafiados a sair da zona de conforto – erradamente entendida como zona de segurança; muitas vezes estas duas não coincidem; talvez mais vezes do que parece – surge em nós uma, vamos dizer assim, “voz” que nos alerta para todos os riscos e perigos inerentes a esse passo. É preciso dizer que essa voz é real – é o nosso cérebro “de lagarto” que quer preservar a realidade tal como ela é conhecida e que nos mostra tudo o que pode correr mal. Esta dificuldade estará sempre, ao longo de toda a vida. Temos que aprender a viver com essa “voz” e sair da zona de conforto.

Ao pensar nisto veio à minha mente um texto de Miguel de Unamuno – Solidão, que tive a honra de poder traduzir para a Ariadne Editora, que transcrevo.

«Lembras-te, sem dúvida, dos comentários que fazíamos aquela tarde em que, sentados no cimo daquele monte, olhávamos como, a nossos pés, no vale, bailavam num círculo uns quantos pares de casais, sem que chegassem aos nossos ouvidos, devido à direcção adversa do vento, os sons do tambor e da flauta que os faziam dançar. É uma observação que muita gente faz e que é, no entanto, sempre nova. Para um surdo devem parecer como loucos os que falam e gesticulam enquanto falam e ouvem. É a voz que dá a racionalidade das coisas. E suspeito que, para um cego, pelo contrário, deve desaparecer muito do que nos faz parecer enlouquecidos.

À distância, os homens parecem-nos tal como são, dançando e agitando-se sem sentido, pateando sobre esta pobre terra. E depois rimo-nos de algum que dança e se mexe sem que ninguém toque perto dele uma flauta. Sabemos por acaso que música está a ouvir no silêncio do seu coração?»