Democracia ou lá o que é…

Este último tempo, marcado por notícias que nos habituam a viver como se não houvesse certezas, tenho pensado sobre a compreensão que há em Portugal sobre o que é a democracia. Difícil reflexão, dirão; e assim é. (Quero deixar claro que me incluo em tudo o que vou dizer.)

A nossa inexperiente democracia não existe de facto. Melhor dito, existe formalmente; mas não existe de facto nas mentalidades. Melhor dito ainda: existe na medida em que não discordam de mim ou em que não defendem posições claramente contrárias às minhas.

Chegados a este ponto ninguém se lembra dos valores da constituição, da liberdade (de expressão e outras), mas também do valor da diferença, do respeito pela diferença – respeito activo, em contraposição a respeito “tolerância” -, enfim, do outro e do direito que tem de ser como é.

E porque falas tu disto? – perguntarão. Porque cheguei à conclusão que não toleramos que alguém diga coisas que, desde o nosso ridículo ponto de vista (ridículo enquanto pequeno), estão erradas. Aqui acaba a democracia e todas as liberdades a ela inerentes. A minha verdade (o meu ego) sobrepõe-se a todas as outras de uma maneira tendencialmente “silenciante”. É isso mesmo: somos todos tendencialmente ditadores. Os de esquerda e os de direita; os de cima e os de baixo. Parece-me que não é preciso dar exemplos, ou é?…

Talvez 37 anos não sejam suficientes para aprendermos isto. Ou então somos lentos.

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O raciocínio empresarial (by Calvin)

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No me daba cuenta…

A canção diz tudo o que quero dizer. Um pai apenas tenta perceber o que se passa na realidade… muitas vezes sem se aperceber do que realmente está a acontecer e que tem ao lado a presença de Deus.

No me daba cuenta
Sobre tierra santa estaba caminando
No me daba cuenta que estabas hablando
No quité el calzado de mis pies ni supe
Era un zarza ardiendo eras tú llamando
No me daba cuenta, no no me daba cuenta

Que cuando los tomé en mis brazos, el día en que nacierón
Pisaba tierra santa sin saber,
Cuando me sonrierón
Y cuando los miré a los ojos
Y oí su corazón latiendo
Mis hijos me llevaban sin saber
Hasta la zarza ardiendo
No me daba cuenta, no no me daba cuenta

En el paraíso me estaba paseando
Me estabas buscando me estabas llamando
Era tu presencia lo que en mí sentía
Ángeles bajaban, y ángeles subían
No me daba cuenta, no no me daba cuenta.

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e levas dois estalos se não te calas

Aqui está a reacção do primeiro-ministro demissionário a um cidadão que o critica.
Penso que não são necessários comentários, uma vez que é evidente o estado de negação em que se encontra.

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the secret of life

Fantástica interpretação de India Arie da canção de James Taylor

The secret of life is enjoying the passage of time
Any fool can do it
There ain’t nothing to it
Nobody knows how we got to
The top of the hill
But since we’re on our way down
We might as well enjoy the ride

The secret of love is in opening up your heart
It’s okay to feel afraid
But don’t let that stand in your way
’cause anyone knows that love is the only road
And since we’re only here for a while
Might as well show some style
Give us a smile

Isn’t it a lovely ride
Sliding down
Gliding down
Try not to try too hard
It’s just a lovely ride

Now the thing about time is that time
Isn’t really real
It’s just your point of view
How does it feel for you
Einstein said he could never understand it all
Planets spinning through space
The smile upon your face
Welcome to the human race

Some kind of lovely ride
I’ll be sliding down
I’ll be gliding down
Try not to try too hard
It’s just a lovely ride

Isn’t it a lovely ride
Sliding down
Gliding down
Try not to try too hard
It’s just a lovely ride

Now the secret of life is enjoying the passage of time

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quote

The reason the Romans built their great paved highways was because they had such inconvenient footwear. ~ Montesquieu

Charles de Montesquieu

Charles de Montesquieu

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Alerta de Vítor Bento sobre a TSU

O reconhecido economista Vítor Bento, no artigo DESVALORIZAÇÃO FISCAL – UM ALERTA, lançou ontem alguns avisos sobre a medida prevista no Memorando de Entendimento que o Estado Português assinou com a troika e proposta pelo PSD. Não por ser uma má ideia, mas que necessita alguns cuidados para que seja eficaz.

Aqui fica um excerto:

Vítor Bento, economista

A ideia é uma boa ideia, sobretudo para quem não dispõe de moeda própria e pretende emular uma desvalorização. Mas gostava de alertar para dois riscos para que, sendo precavidos, evitem a frustração de uma boa ideia.

O primeiro é que uma tal medida ou é a sério ou será ineficaz e, como tal, contraproducente. Assim, uma “desvalorização” de menos de 5% não valerá sequer a pena ser considerada, pois não produzirá efeitos sensíveis na competitividade das empresas.

O segundo é que, se não for acompanhada de medidas que obriguem a que tal benefício seja reflectido no abaixamento dos preços do sector

não transacionável, acabará por ser mais um bónus à rentabilidade deste sector, agravando a inclinação dos incentivos económicos em seu favor e apertando ainda mais o “nó cego” da economia.

Recordo, pois, o que tenho vindo a insistir sobre esta matéria: uma desvalorização (real) funciona através de 2 mecanismos:

a) alteração do preço relativo entre transaccionáveis e não transaccionáveis, em favor dos primeiros, e que resulta de a desvalorização da moeda inflacionar o seu preço expresso em moeda nacional;

b) redução do salário real, como resultado da inflação produzida pela elevação dos preços dos bens e serviços não transaccionáveis expressos em moeda nacional.

A redução da TSU procura gerar o equivalente a este segundo efeito – redução do custo real do factor trabalho – sem mexer no salários (nominais e reais), mas recorrendo apenas à “alcavala” fiscal que onera a factura salarial das empresas. Mas sem se conseguir o primeiro efeito, a simulação da desvalorização ficará coxa e tornar-se-á ineficaz e contraproducente.

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Kermit

Parece que hoje o Sapo Cocas (Kermit the frog) faz 56 anos .

Aqui fica a minha homenagem ao genial Jim Henson!

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“José Sócrates deve ser severamente punido nas próximas eleições”

Uma grande entrevista de António Barreto ao Jornal i. Com a clareza que lhe é habitual, diz aquilo que deve ser dito. Vale mesmo a pena ler com muita atenção.

Destaco alguns trechos:

António Barreto, sociólogo

Encontra nestes protagonistas políticos, disponíveis para governar com o programa da troika (José Sócrates, Passos Coelho e Paulo Portas), capacidade para ultrapassar esta crise?

Não me quero referir muito explicitamente a todos esses políticos – um por um -, não acho que contribua para resolver os problemas, mas num só caso estou convencido que o primeiro-ministro, José Sócrates, não está à altura, não é capaz de contribuir para as soluções futuras.

O que o faz ter essa convicção?

A maneira como ele foi responsável pelo declínio do país e a maneira como se tem comportado perante o pedido de assistência. Quando anunciou os resultados das negociações fez uma coisa extraordinária que foi dizer o que não está no acordo e não anunciou o que estava. Parece mesmo que há sinais de que a opinião política europeia ficou muito desagradada. E a seguir vários políticos vieram dizer: o governo ganhou ou o governo perdeu. Numa altura em que se está a preparar um acordo tão sério, que nos vai criar tantas dificuldades, os partidos estão preocupados em saber quem é que ganhou? Foi um momento obsceno da vida política.

(…)

Tendo em conta as críticas que tem feito a José Sócrates, vê alguma possibilidade de vir a existir uma coligação que inclua o PS?

Não quero fazer prognósticos, mas sei que os socialistas são indispensáveis para uma solução. Não é necessariamente a formação de um governo. Pode ser a associação ao governo, um acordo de incidência parlamentar, há várias maneiras, e nesse sentido estou convencido que os socialistas são necessários. Também estou convencido que o primeiro-ministro, José Sócrates, precisa de ser muito, muito severamente castigado e a melhor maneira de o castigar é através da via eleitoral. Ele necessita de ser muito severamente castigado porque ele é pessoalmente responsável pelo mau estado a que Portugal chegou, as finanças públicas e o Estado.

Pessoalmente?

Sim, é pessoalmente responsável pelo mau estado a que chegou o próprio Partido Socialista. Comparado com o que era o PS há dez ou 15 anos, não é o mesmo partido, com capacidade de diálogo e com tranquilidade doutrinária. Este PS já não é isso. O engenheiro Sócrates é o responsável por este caminho e deve ser severamente castigado. Creio que ele não ajudará, nem fora, nem dentro, a nenhuma solução das soluções necessárias e importantes para o país.

Mas as sondagens apontam para uma aproximação entre o PS e o PSD.

O que lhe estou a dar é a minha opinião. É possível que um partido que desempenhou funções de governo durante tantos anos – apesar dos disparates, da demagogia e dos erros – tenha uma parte da população que lhe seja afecta, porque são os seus empregos, são os seus interesses, são as suas colocações…

Põe essa hipótese, de o eleitorado voltar a dar uma vitória ao PS?

Nem ponho nem deixo de pôr. O que sei é que é útil que seja castigado eleitoralmente.

Leia a entrevista completa aqui.

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let love rule

Love is gentle as a rose
And love can conquer any war
It’s time to take a stand
Brothers and sisters join hands

We got to let love rule
Let love rule

We got to let love rule
Let love rule

Love transcends all space and time
And love can make a little child smile
Can’t you see this won’t go wrong
But we got to be strong
We can’t do it alone

We got to let love rule
Let love rule

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